Angela Gomes
 
 
 

sábado, outubro 28, 2006

Porto Alegre


Marc Ferrez, 1.886 ?
Nelson Felix, 2001
Cancelei a agenda ao Museu da Vale. Para quem não conhece a cidade de Vitória, a abertura de uma exposição é quase sempre um super acontecimento. Aliás, vale registrar, sem trocadilho, que o Museu fica em Vila Velha. Para a maioria do público presente pouco importa se o "espaço Dez" é da CVRD, da CSTArcelor ou de outra empresa, exceto quando se trata dos serviços de buffet e do conteúdo produzido com patrocínio. As exposições da Vale, cuja montagem e curadoria são sempre extremamente cuidadosas, evocam para mim a discussão do sentido da criação e da arte enquanto mercadoria .... Por outro lado, é um ótimo espaço para conhecer de perto trabalhos de artistas contemporâneos, como é o caso atual (Nelson Felix), um "ex-arquiteto" que investiga a relação espaço, tempo e natureza . Um dos objetivos da arte, se é que existe, é instigar os sentidos, ser questionadora e não consensual. O design e arquitetura ( ?!), ao contrário, podem até instigar mas percorrem também (e muito) o viés direto do consumo.
Estou em Porto Alegre. No roteiro, sim, eu fiz um roteiro de turista. Não suportaria vagar à deriva na cidade, em família, apesar de saber que isso iria acontecer ... Identifiquei vários pontos e assuntos de interesse na cidade. Por motivos óbvios, fiquei especialmente curiosa com a exposição "Homem, Natureza, Cultura, Biodiversidade e Sustentabilidade", que acontece no Museu da Ufrgs, mas encontrei um local fechado a visitação, apesar do site da Prefeitura divulgar o contrário. Daí, podia ter visitado o Museu de ciências e tecnologia da Puc ... Em compensação, visitei uma mostra de fotografias do Marc Ferrez, no Instituto Moreira Salles e ... caminhei à deriva pela cidade ...

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quarta-feira, outubro 25, 2006

Veneza e a Bienal de Arquitetura 2006



Por Liane Destefani

De trem, atravessando um braço de mar sobre uma ponte plana de pelo menos 5 quilômetros de comprimento, chego à singular e espetacular cidade de Veneza.

Caminhando em vias estreitas, as “calle”, passando por inumeráveis pontes, observando gôndolas e barcos vários, atravessando multidões de estrangeiros: alemães, japoneses, poloneses, americanos, brasileiros, que alternam os olhares entre as minúsculas mas maravilhosas lojas de máscaras venezianas, bijuterias e acessórios feitos em vidro de murano e vestuário de alto luxo; encontrando ainda os tranqüilos e simpáticos venezianos, com suas barraquinhas, bares e restaurantes; atravessando toda essa gente, chego à grande e mundialmente conhecida Praça de São Marcos.


Porém, ao lado da grande Basílica de São Marcos, do Palácio dos Doges, da Ponte dos Suspiros, do campanário, das torres com o leão, símbolo da cidade e do Santo São Marcos, da Ponte de Rialto, ao lado das gôndolas, do reflexo da cidade na água, das igrejas várias, do estilo barroco misturado ao estilo árabe, nas casas e palácios, dos cruzeiros que chegam e partem, ao lado de todas essas maravilhas que nos atraem à “Sereníssima”, encontramos também, nesta época do ano, a Mostra Internazionale di Architettura, que atrae milhares de pessoas, estudantes, profissionais e curiosos a dois grandes espaços da cidade: Arsenale e Giardino.

Este ano, em sua décima edição, a exposição organizada pela fundação “La Biennale di Venezia” explora o tema das grandes metrópoles do mundo e os atuais problemas enfrentados pela população que ali vive, além de apresentar algumas das soluções encontradas, nos casos específicos, a fim de melhorar a qualidade de vida nestas cidades

Logo após passar bem ao lado da Ponte dos Suspiros, caminhando ao longo da “beira-mar”, atravessando novamente a multidão que desce dos transatlânticos, começo a avistar os cartazes da exposição, espalhados pelos caminhos, apontando a direção do primeiro espaço a ser visitado.

No “Arsenale”, comumente um local onde são consertados barcos e naves, encontramos a principal seção da exposição, introduzindo já, no primeiro ambiente, o tema a ser explorado. Quatro grandes telões dispostos em forma circular, entre as grossas colunas do pavilhão, mostram vídeos com imagens de cidades, frases e perguntas, questionamentos sobre a situação das cidades na atualidade.

O próximo ambiente, de forma muito interessante, nos indica as principais metrópoles, localizadas na América Latina, América do Norte, Ásia, África e Europa, que serão analisadas na exposição. Fotos de satélite, fotos aéreas, mapas de ocupação e dados censitários nos permitem fazer já de início uma primeira comparação entre estas cidades.

Após a introdução, no decorrer do pavilhão, nos são mostradas as características específicas de cada metrópole, através de fotos, gráficos, dados e vídeos, começando já, com a nossa São Paulo. Na América Latina, outras cidades abordadas são Caracas, Bogotá e Cidade do México. Na América do Norte, temos Nova Iorque e Los Angeles. Na África, Cairo e Johannesburgo. Na Ásia, Istambul, Mumbai, Tokyo e Shanghai. Na Europa, por fim, temos Milão, Berlim, Londres e Barcelona.

Para cada metrópole analisada, são especificados os seus principais problemas e as suas principais características físicas e populacionais. São apresentados também alguns dos projetos urbanos desenvolvidos em trechos de cada uma das cidades, de acordo com os resultados obtidos ou com o objetivo pretendido.

Intercalando os painéis que exploram as metrópoles, alguns ambientes isolados mostram também outros problemas globais como transporte público, mobilidade urbana, emissão de CO2, consumo de energia e mortalidade infantil.

Um dos ambientes, porém, que mais me chamou atenção, é onde se faz uma comparação entre a densidade das metrópoles em questão. Maquetes em isopor apresentam um gráfico da densidade das cidades de acordo com o espaço que ocupam. São realmente impressionantes os gráficos das cidades de Shanghai, Cairo, Istambul e Mumbai.

O espaço secundário, o “Giardini”, são os jardins da Biennale, onde cada país recebe um pavilhão onde poderá montar uma pequena exposição secundária sobre o tema principal. Estranhamente, o pavilhão do Brasil estava fechado no dia em que visitei a exposição e um pequeno cartaz dizia “Exposição suspensa momentaneamente”. Não procurei saber o porquê. Mas realmente me passava pela mente: uma pena, uma grande oportunidade de mostrar bons projetos nacionais, e não se sabe se a exposição não existe ou se foi fechada por algum outro motivo. Bem, deixa pra lá.

O fato é que a exposição nos mostra como é importante tratar as nossas cidades neste contexto global da atualidade. Os nossos problemas não são somente nossos. Os nossos desafios não são somente nossos. É bom olhar ao redor, perceber outros exemplos e procurar seguir bons conselhos e esquecer más experiências. Até a próxima!


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As contas do planeta: alerta para o consumo insustentável

Artigo enviado por Margarida Cuzzuol
fonte:
Dia 12.10.06
La Vanguardia


As contas do planeta: alerta para o consumo insustentável
A humanidade já consumiu os recursos ecológicos que lhe cabiam para 2006

Rafael Ramos, em Londres

Os 6 bilhões de habitantes da Terra já esgotaram o capital ecológico a que tinham direito para o ano de 2006, e nos quase três meses que restam de calendário gastarão mais recursos - peixes, florestas, água, colheitas... - do que o planeta é capaz de gerar.



O relatório da New Economics Foundation (NEF) se acrescenta ao sinais cada vez mais alarmantes de uma crise ambiental em grande escala, com necessidade de medidas radicais que os governos não se sentem capazes de impor e os setores industriais mais poluidores resistem a aceitar.

A NEF de Londres, em associação com a organização americana Global Footprint Network, desenvolveu o conceito de dívida ecológica para quantificar o prejuízo que a industrialização maciça está causando à Terra e a rapidez com que estão sendo consumidos os recursos naturais. Se o capital ecológico fosse distribuído em orçamentos anuais, até 1986 a humanidade teria chegado ao fim do ano com o dinheiro que lhe cabia, mas desde então se vê obrigada a gastar parte da poupança antes do Natal.

O mais preocupante no relatório é a rapidez do processo. A primeira dívida ecológica ocorreu em 1987, quando foi necessário recorrer ao capital em 19 de dezembro; em 1995 os fundos se esgotaram em 15 de novembro e a partir desse momento foram consumidos mais alimentos e cortadas mais árvores do orçamento anual; e este ano os números vermelhos saíram no último dia 9 de outubro. Ou, dito de outra maneira, a Terra precisa de 15 meses para regenerar o que gastamos em 12. Nesse ritmo, se a data continuar se antecipando um mês por década, dentro de um século não restarão recursos no planeta.

"O relatório tenta visualizar que vivemos muito acima de nossos meios, tirando do cartão de crédito ecológico cada vez mais cedo. É como o que acontece nas finanças, em breve não se poderá pagar a dívida e a Terra entrará em falência", disse um diretor de políticas da NEF.

O Ministério da Defesa britânico tem planos de contingência para conflitos derivados da "luta pela distribuição de recursos cada vez mais escassos" dentro de 20 anos. "Os cálculos do relatório me parecem bastante corretos", diz o professor Tim Jackson, da Universidade de Surrey.

"O problema é que, assim como ocorre com a economia, a crise pode se precipitar muito mais depressa do que pensamos, e não sabemos quando chegará o momento da quebra ecológica em que as reservas de pescado se esgotem, o desmatamento seja total, não haja mais água para satisfazer nossas necessidades e o aquecimento global provoque catástrofes."

Na Grã-Bretanha começam a fazer parte do debate político os impostos verdes e o aumento da carga fiscal para a aviação comercial e os veículos todo-terreno. Mas os EUA resistem a assinar o Protocolo de Kioto.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

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Aquele que não tem sombra...

Hoje teve palestra na Univix - Clara Luiza Miranda, Milton Esteves e Luiz de Laurentiz compunham a mesa a Poesia da Cidade... pra que a discussão não pare escrevo...

Museificação do espaço arquitetônico, sociedade e arquitetura do espetáculo, Cidade Parque Temático...ou... “aquele que não tem sombra é apenas a sombra de si mesmo*”.

Falei da Filarmônica de Berlim anteriormente, citei os casos do Potsdamer Platz e da Sony nessa cidade - lugares que foram construídos na busca de uma “nova identidade” para os berlinenses - contradição de tempos pós-mosdernos, construir identidades... já dizia Bush querendo construir uma nova identidade para os palestinos...
Berlim buscou no Postdamer Platz uma nova identidade, fato intensionalmente explícito que tinha como objetivo apagar a imagem do passado de horror relacionada ainda à cidade do presente. Berlim no Postdamer Platz construiu uma identidade transparente, perdeu sua própria sombra, os berlinenses reclamam que aquelas ruas não tem mais espasso para protesto.

“ou ele se tornou transparente à luz que o atravessa, ou então está iluminado de todos os lados.”

Aí me pergunto? Como não fazer uma arquitetura como cenário, museus a céu aberto? Agregar valor!!! Gritam. Agregar valor simbólico é o que estão dizendo. Como fazer uma cidade que não seja ela mesma mercadoria se os nossos novos mecenas são os próprios agentes do mercado? Quem financia os projetos da cidade são os próprios empresários que mais do que qualquer outra coisa, o fazem construindo a imagem de suas empresas. E então? Existe a cidade além da mercadoria? Ouçam isso realmente como uma dúvida.

Baudrillard grita em meus ouvidos: TUDO SE PERDE PELO EXCESSO!!!! O excesso de informação, o excesso de imagens, o excesso de dinheiro... Vejam só a contradição.

E continua dizendo que os signos tomaram conta do mundo, que o objeto é o discurso e que cada signo está se transformando em um objeto em si mesmo e materializando o fetiche, virou valor de uso e troca em um tempo só.

E aí quando o Milton na palestra mostrou a Nova Babilônia dos Situacionistas só conseguia ver a Disneylandia que se tornaria se hoje fosse construída, no folder de divulgação ainda estaria estampado o manifesto contra a cidade do espetáculo.

* a frase é também do Jean Baudrillard.



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domingo, outubro 22, 2006

Cidade de cão

... organizando arquivos ... eterno retorno...

Dia 10.04.02
Cidade de cão

Depois de criar a grife Dasluteen, especializada em moda para adolescentes, a Daslu, uma das lojas frequentadas pelas mulheres mais ricas de São Paulo, resolveu investir nos animais e lançou nesta semana a Daslulu. A grife Daslu vai agora em coleiras, bandanas e até em roupas da coleção outono/inverno para cachorros.

Nenhuma cidade no Brasil oferece tantos produtos e serviços tão refinados para seus animais -um mercado milionário. Segundo registros da prefeitura, existe na cidade 1,2 milhão de cães e 260 mil gatos. Os rastros desses animais estão por todos os lados, sujando as calçadas mesmo dos bairros mais finos, como Higienópolis, líder, segundo a prefeitura, na exposição pública de fezes caninas.
A clínica veterinária Colibri oferece a seus clientes tratamentos de medicina alternativa, como homeopatia e acupuntura. "A procura aumenta sem parar", comemora a veterinária Ana Regina Toro. Para se diferenciar no competitivo mercado, a Pet Squeezen tem um serviço de hidromassagem com sais minerais. Ali, um cachorro pode passar até horas para melhorar a aparência, ganhando novas tinturas.
O biólogo e criador de cachorros Ely Reibscheid tem um hotel para cães nas proximidades de São Paulo, com todos os requintes de uma casa de campo -são 13.000 m2 de área verde para que fiquem soltos. Os bichanos recebem tratamento VIP: banhos, piscina e tosa.
Tantos cuidados veterinários fazem com que, a exemplo da população humana, a expectativa de vida do animal paulistano também aumente. Há duas décadas, a expectativa de vida dos cães variava de oito a dez anos. Nos dias de hoje, está em torno de 16 anos.
Já existem rações específicas para animais obesos, com diabetes, alergias e deficiências renais ou cardíacas. Clínicas veterinárias usam serviços de ultra-som para diagnósticos mais precisos.
Na lógica do apartheid social que marca o traçado urbano, delimitado por níveis jamais experimentados de violência e degradação, a grife canina converte-se em notável símbolo de uma cidade que trata animal como se fosse gente - e gente como se fosse animal. Talvez se encontre nesse símbolo a explicação para São Paulo estar tão selvagem.
Arquivo retirado do folha on-line - Urbanidade - por Gilberto Dimenstein


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Google + YouTube

Pesquisei no próprio google: em Agosto de 2006 foram 72 milhões de visitantes no YouTube. Cerca de 50% do conteúdo dos vídeos é formado por techos de programas de TV e filmes capturados por qualquer um. No Brasil a audiência foi de 2,6 milhões de pessoas em julho (Ibope/NetRatings)

"Por dominação eu não entendo o fato de uma dominação global de um sobre os outros, ou de um grupo sobre o outro, mas as múltiplas formas de dominação que se pode exercer na sociedade"
Microfísica do Poder, Foucault

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Ecos do Norte

Tracuateua I Ananindeua I Barcarena
Abaetetuba I pacu I tambaqui I aruanã
filhote

Cairu I Paragominas I tucupi
Pará I tucunaré I Parauopeba

Acaré I tucumã I Bragança
cupuaçú I bacuri I jambú
Mãe do Rio

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Filarmônica de Berlim

Berlim é uma cidade de 3,4 milhões de habitantes, poucos carros nas ruas, muitas bicicletas, e um intenso repertório de boa arquitetura. A sua história triste não está mais em suas ruas, é lembrada em museus ou no pedaço do muro pichado na calçada do edifício da Sony. No centro da cidade sobre o Reichstag - o Parlamento, desabado em 1945, numa leve cúpula projetada por Norman Foster, a história do prédio e da cidade é lembrada em uma exposição. Do alto da cúpula podemos ver a cidade de agora e dali mesmo escolher os lugares a serem percorridos.


Uma nova identidade foi construída para Berlim. Muitas são as obras de arquitetura que enchem os olhos, no entanto, aqui meu olhar se prende no edifício da Filarmônica. Próxima à arquitetura de reflexos e transparências, da provisoriedade das tendas da Sonny e do brilho do Potsdamer Platz, a Filarmônica se coloca densa, no entanto leve, não reflexiva porém mimética, parece se metamorfosear a medida que a circundamos, talvez num intervalo entre as duas Alemanhãs.

A construção é de 1963 (iniciada em 1956), construída por Hans Schauroun - as informações me foram dadas por um guia que contava a história do edifício com olhos brilhantes e a trajetória de um músico. De 1963, tão atual, tão consistente e tão vulgar. Vulgar porque não aponta para o céu, é opaca, parece humana, está mais perto da terra.
O projeto aconteceu de dentro pra fora, a forma exterior foi subordinada à interior, foram feitas maquetes e com testes de acústica os volumes foram sendo adaptados. Os auditórios são em forma de terraços e a orquestra está disposta no centro.
Além dos turistas (nem tantos) ao seu redor, alguns estudantes da arquitetura a circundam vez ou outra, os notei pela forma que tocam a superfície amarela de alumínio, testando sua rugosidade, pela forma que buscam captar nas fotos os detalhes das suas múltiplas faces.




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sexta-feira, outubro 20, 2006

Estúdio do SBT - São Paulo, Brasil. 21 horas e dois minutos.
Os candidatos Lula e Alkmin se aprontam para o debate, quando um maluco invade o estúdio e senta em frente a Ana Paula Padrão.

Nervosa, Ana Paula Padrão chama os seguranças e pergunta: O que é isto? O que você está fazendo aqui?


Maluco: Me coloco como um terceiro candidato.

Ana Paula Padrão:O senhor terá que se retirar ou sairá através dos seguranças.

Maluco: Pode deixar... sairei numa bôa. Mas por favor, como representante da classe dos loucos, débeis mentais, maconheiros e alcoólatras, gostaria de fazer as duas primeiras perguntas direcionadas aos dois candidatos.

Ana Paula Padrão, Lula e Alkmin, não querendo se passar por antipáticos aos loucos e ao restante mencionado, concordam.

O Maluco faz então uma pergunta banal: Lula e Alkmin, qual o principal problema do país?

Lula: Companheiro. É claro e evidente e sem dúvida alguma que o maior problema do Brasil é a distribuição de renda.

Alkmin: Prezado invasor. Apesar da diferença entre as duas condidaturas, sou obrigado a concordar como candidato Lula. O maior problema do Brasil pe sem sombra de dúvidas a má distribuição de renda.

O Maluco parte então para a segunda pergunta: O que vocês irão fazer para aumentar definitivamente a distribuição de renda?

Lula: Companheiro, como já venho fazendo, continuarei com o bolsa-família gerando renda praqueles que não tem acesso aos estudos e a um emprego formal, criando assim uma base necessária para que este país cresça mais nos próximos 4, 12, 16, 20 anos.

Alkmin: É muito importante que você eleitor perceba a diferença entre as duas candidaturas. O candidato Lula acha que está tudo bom. Eu não. Eu quero que o Brasil cresça e cresça muito mais do que está crescendo. Irei abaixar os impostos. Reduzir o aparelhamento do estado. Gerar empregos. Construir hospitais. Aumentar o acesso do jovem ao mercado de trabalho. etc. etc. etc.

Ana Paula Padrão: Já passou um minuto candidato. -
Ana Paula Padrão (Agora se dirigindo ao maluco com voz de telemarketing): Satisfeito senhor? O senhor poderia por favor estar se retirando ?

Maluco: Se não for muito, eu gostaria da réplica. Como representante da classe mais desfavorecida, gostaria colocar a minha posição quanto ao problema de distribuição de renda. Ah sim! Peço dois minutos porque foram duas perguntas.

Maluco ( respondendo de forma antológica):
"
- O país é claramente dividido.
Uns são homens, outros são mulheres.
Uns são destros, outros canhotos.
Uns são Corinthianos, outros São Paulinos.
Há homos e eteros. Jovens e velhos.
E uns são Alkmin, e outros tantos são Lula.
Mas ninguém sou eu. Só eu. Essa é a minha divisão, minha di-visão, dupla visão do mundo"

- Quem vota em Alkmin quer que o estado cobre menos imposto, desonere o investidor e que o país cresça a partir de investimentos da iniciativa privada, gerando empregos, mas sem distribuição alguma de renda.
- Quem vota em Lula quer que o estado crie postos de trabalho através de concursos públicos gerando distribuição de renda mas ao mesmo tempo aumentando o custo do estado e a corrupção.
- No meu governo eu faria algo mais simples: Triplicaria o valor do salário mínimo e reduziria ao mesmo tempo a carga tributária mandando metade dos servidores, dos ministros, dos deputados, dos senadores, de todos os servidores públicos, estaduais, federais, municipais, distritais, no olho da rua! E com um detalhe: A esmo. Isso mesmo: A esmo. Por sorteio eletônico do CPF.
Com salário mínimo maior as pessoas irão dar mais valor ao emprego e trabalhariam melhor.

Perfiro ignorar que existam Alkmins e Lulas e Baleias.
Vou votar em mim e vou governar o meu país na marra, porque apesar de maluco prefiro ser maluco sozinho, senão vira loucura.

Ana Paula Padrão (Chorando): Senhor já se passaram 5 minutos, mas eu fiquei tão emocionada que não tive coragem de te interroper.

Lula: Estou convencido que o país irá crescer como nunca cresceu antes se o senhor for eleito.

Alkmin: Você é a diferença entre as 2 candidaturas.

--
André Lima
arquiteto e urbanista

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domingo, outubro 15, 2006

Janela - La Alhambra




La Alhambra fica na cidade de Granada, Andaluzia. Exemplo magistral da cultura árabe na Espanha. Construída inicialmente para ser fortaleza, dividi-se em zona militar - Alcazaba, Medina, e um palácio independente rodeado de jardins e fontes, o Gerneralife.
Lugar fantástico, de texturas, formas, iluminação, espaços, caligrafia árabe... Imperdível mesmo com uma sensação térmica de 45ºC (foi o que eu senti a caminho das construções). O calor é amenizado quando se entra nos espaços, ao notar os belíssimos desenhos tridimensionais, e os jardins e fontes.
Interessante ver a intervenção católica no meio da arquitetura mulçumana, apesar da dominação foi mantido bastante do original árabe. Sincretismo de culturas e arte.

“Asentada sobre la Colina Roja o Cerro de la Sabika, la ciudadela de la Alhambra se presenta erguida, orgulhosa y eterna, como uno de los complejos arquitectónicos más imprtantes de la Edad Media y máximo exponente del arte islâmico em Occidente.”

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quinta-feira, outubro 12, 2006

Feriado


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quarta-feira, outubro 11, 2006

Uma palavrinha sobre música: 3 casamentos e o meu funeral

Estou precisando urgentemente de um terno.

Não costumo usar ternos, mas vou a 3 casamentos até o final do ano. Fui a uma loja ver as novidades. Não vi nenhuma, mas o vendedor contou que a moda agora é usar "terno-italiano-preto-super120-de-1000 reais" que vem de lambuja com uma janelinha atrás para ajudar sentar e outras coisas mais.

Experimentei o tal do terno e o vendedor começou a me explicar tudo sobre ele. Falou que o tecido era isso, era aquilo, que o caimento estava ideal, que o tamanho era perfeito, que o osso do dedão da mão coincidia com a borda inferior do terno e blá blá blá. Sinceramente? Eu não achei nada de mais, a não ser sobre o preço que, este sim era demais para mim.

Resolvi pegar a opinião de alguns amigos que vão ao casamento e que entendem mais de terno do que eu. Todos sem exceção me falaram a mesma coisa que o vendedor.



Fiquei louco durante alguns dias tentando entender que loucura é esta de se gastar tanto para ir a uma festa quando me dei conta de além do terno teria que gastar ainda com o presente. Por outro lado, ainda bem que não sou mulher, e vou poupar explicações óbvias.

Bom, mas o título diz que o assunto é sobre musica e o que isso tudo tem a ver ?

Nada, a não ser pelo fato de que no mesmo dia do primeiro casamento que fui convidado vai ter umshow na UFES de nada-mais-nada-menos Herbie Hancock e só por 40 reais. E eu gastando esta fortuna vou ter que ouvir bandinhas quaisquer tocando Jota Quest e Cia.

Refletindo bem, é este o preço que vou pagar pelo resto da minha vida se continuar a ir nestas festas que tocam música pop de má qualidade. E se paga caro porque a música pop não se contenta em ser somente um som ruim entrando por um ouvido, liberando serotoninas maléficas do seu hipotálamo e saindo pelo outro. O pop infelizmente não só a música, ele é toda a conjuntura por trás que precisa ser simbólica ao ponto de satisfazer uma sociedade cada vez mais individualista e carente de ídolos.

Mas o que realmente me incomoda não é a individualidade nem a carência das pessoas, mas o preço social que se esta pagando para manter o simbolismo do pop.

A molecada está pagando uma fortuna para ir a shows de música baiana para que imigrantes do sul da Bahia que vieram trabalhar na construção civil não consigam entrar.

O funk, que agora é pop, toca em 90% das festas de casamento, mas o funkeiro que se bobear nem iria cobrar, nunca é convidado para dar um show ao vivo nas festas.

Quanto ao terno, pensei em pedir a opinião de meus amigos e ao invés de gastar meu dinheiro iria usar um blazer antigo que eu tenho (que não é nenhuma Blazer, mas dá pro gasto e dá também para usar com calça jeans), mas desisti. Como diria Oscar Wilde "é inútil discutir em sociedade, pois como se sabe em sociedade todos possuem a mesma opinião".

André L.A.Lima


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Choose

PT ou PSDB...
ou a escolha é não escolher

Escolha grande, médio ou pequeno
Escolha certo ou errado... Dúbio?

Feminino ou maculino... Gênero e número?

Escolha o seu computador, seu provedor, o seu email, sua foto no orkut, seu nickname, blog, photolog, a fonte, o tamanho da letra, o programa, à esquerda ou à direita, justificado ou centralizado, a cor, parágrafo, margem, cabeçalho, negrito, itálico, sobrescrito...

Se mostrar ou se esconder

Segundo outra compania telefônica o que vale é escolher, quando, onde e com quem estar, e por isso conte com a ... não! só faço propaganda de telefonia se for negativa - preconceito construído = pós - conceito - escolhi não escolher compania alguma (isso eu conto mais tarde)

De quatro, em quatro, de pé ou sentado... com amor ou pra não engordar ... por paixão ou necessidade ...
camisinha, anticoncepcional, tabelinha

Entre local e global... E pense que escolheu.

A liberdade... e pense que escolheu.

Escolha produtos, listá-los ou não.
a marca, a quantidade, a validade, o supermercado, o dia da semana, o caixa...caixa 1, 2, 3...

Liberdade ou a porta fechada. O pânico ou o risco?

Escolha o tamanho do peito. Quantos miligramas? A cor do cabelo. Depilação à brasileira? O que? O esmalte, escova de chocolate ou formol. Que? Prender ou soltar o cabelo, corte 1, 2, 3 dedos... Não, não estou falando do presidente.

O caso é de lipoaspiração. Peeling. Feeling qualquer um...
Fluoxicetina, café, aeróbica, chá de camomila. Na veia?
Power jump, bodybalande, bodycombat, alongamento, musculação…

Estica e Puxa

Reciclado, sustentado, insustentável, lavado, esticado, reaproveitado, decolado se quiser voar!!! se quiser voar!!!

Santos Dumond ou Irmãos Wright... se quiser voar!!!

Um livro, outro e outro,
voltar...eterno retorno...

Escolha um nome: planeta ou astro?

Escolha um jogador: titular ou reserva?

Passivo ou ativo
otimista ou pessimista
Viajar ou comprar um carro.
Dinheiro ou felicidade (Por quê?)
Filho ou apartamento? Gato ou cachorro?
Sorte no amor ou no jogo
Escolha ser auto-ajuda, ajuda dos outros ou não precisar de ajuda alguma
Escolha a piada, a cerveja

Católico ou protestante

Sozinho ou acompanhado

De taxi, de ônibus, a pé, de bicicleta

Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica...de manhã, de tarde e de noite...

A máquina de lavar, a Tv. Tapete? O lay-out, o estilo, a cor, textura, iluminação, king size, sofá-cama, na planta ou no osso? Quantos metros quadrados? A prazo ou a vista? Com cheque ou cartão? Entrega ou vai levar? Pendura? Fiado? Só amanhã... ou segunda...terça...quarta...que horas? Feriado?

Celular, pré ou pós pago? Digite 1, ou se...2, ou se...3...desligue

...blusa branca e calça jeans. Contra as grandes corporações, privatizações, corrupções... Ali já ta tudo escolhido.

Lembrar ou esquecer

Vitória ou Dunkerque, Berlim ou Aimorés, Mimoso do Sul ou...ou Northberick... Rio ou Edimburgo? Milão ou São Paulo? Coréia do Norte ou Irã? Estados Unidos e Japão??
Escolha errada? Kim Jong Il...ou Saddam Hussein?
Saudade ou esquecimento... uma vaga lembrança...
Um namorado - mais seguro não escolher muito
Dúvida ou certeza?
Esquerda ou direita?
...centro-esquerda, extrema direita, meio-termo, meia-boca, centro-avante, vão ver!!

Laissez passer
Choose life!!

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terça-feira, outubro 10, 2006

Janela 1



Por Liane Destefani

Igreja de Sant'Andrea, em Mantova (Mantua). Projetada por Leon Batista Alberti, demorou 328 anos para ser finalizada, sob a coordenaçao de diversos arquitetos. Sendo assim, o projeto inicial de Alberti foi alterado sucessivamente, recebendo contribuições barrocas. A igreja que contemplamos hoje, uma das principais obras arquitetonicas de Mantova e uma das primeiras obras renascentistas de toda Italia, apresenta estrutura renascentista, campanario tardo gotico e cupula barroca, numa mistura de estilos e epocas, comprovando a organicidade da arquitetura (organismo vivo, em plena mutação). Na foto, vemos uma das laterais da igreja. A primeira torre a direita é o campanario. Do lado direito desta torre està a fachada principal da igreja. A segunda torre pertence ao Palazzo del Podestà que fica logo atràs da igreja, de estilo medieval. A ultima torre é a Torre della Gabia, também medieval, que era o local onde os prisioneiros eram encarceirados (gabia significa gaiola).

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quarta-feira, outubro 04, 2006

Chorume

Lixo e contaminação. Degradação líquida.
Toneladas invisíveis de lixo. Reciclagem e novos negócios?

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segunda-feira, outubro 02, 2006

Sutura


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domingo, outubro 01, 2006

Nomadismo e miscigenação

Por Ellen Assad
http://www.vitruvius.com.br/minhacidade/mc157/mc157.asp

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Domingo ...


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