Angela Gomes
 
 
 

terça-feira, dezembro 12, 2006

Dragão



A equipe vencedora do concurso é de São Paulo. Registro, sem misticismo, um fato curioso.
Há mais de cinco anos atrás ...quase dezoito, recém-formada, trabalhei na Prefeitura de Vitória no projeto de reforma (assim mesmo, reforma) do Parque Tancredão. Na época, o autor do projeto já havia falecido. Em busca de informações extras para me situar no local, conversei com pessoas da região, percorri a área, pesquisei... e telefonei para um dos arquitetos da equipe do projeto, Hiroshi. O esforço da PMV era no sentido de descobrir uma forma de interligar aquele lugar à cidade. Talvez a área sempre tenha sido desconectada dos bairros vizinhos e, ao longo dos anos, algumas tentativas de mudança de cenário foram feitas. Algumas engavetadas ... mas vale lembrar uma figura mitológica existente na área: o dragão.

Por incrível que pareça, aquele bicho-brinquedo ainda existe ... e dei de cara com ele no concurso. O bicho estava em destaque no projeto da equipe do LPPUfes.

Não sei se o Hiroshi foi o responsável pelo tal dragão ou se a idéia já veio reciclada. Pouco importa. O fato é que o desafio dos paulistas, em conjunto com a cidade, é grande: transformar a área no sentido simbólico do dragão, do "renascimento" ... ok, ok, alguém vai dizer que parti do princípio de que o lugar estava morto... mas o dragão também pode significar a "força vital" ... melhora ou piora o desafio?

O dragão é uma figura muito antiga, e é difícil encontar sua origem.

"O paradigma de hoje é o dragão de quatro patas e duas asas, familiar aos anglo-saxões. Sua forma atual foi introduzida nas moedas inglesas e (em vermelho) na bandeira de Gales pelo galês Henrique VII Tudor em 1485, quando derrotou Ricardo III de York. Só depois tornou-se a mais comum na arte ocidental. Na Idade Média, os dragões eram geralmente representados com duas asas e duas patas, tanto nos brasões como em ícones, afrescos e iluminuras, do século XIV ao famoso quadro São Jorge e o Dragão de Paolo Uccello, pintado em 1456.

Para distingui-la da versão hoje mais popular, os heraldistas de língua inglesa referem-se à figura de duas patas como wyvern e chamam drake a um "dragão" de quatro patas e sem asas, envolvido em chamas, que na heráldica simboliza integridade capaz de resistir a provas de fogo. Refere-se à lenda, conhecida desde a Antiguidade, segundo a qual a salamandra é imune ao fogo. Na Idade Média, dizia-se haver na Índia tecidos incombustíveis de pele de salamandra ( ... ) Dragões com várias cabeças, remetendo ao monstro derrotado por Hércules em Lerna, são chamados de hidras e nos brasões costumam representar a derrota de um inimigo poderoso e difícil (um "bicho de sete cabeças", como diz o ditado popular).
A concepção mais antiga no Ocidente, porém, é a do dragão como serpente gigante, sem patas ou asas (...) Antonio Luiz M. C. Costa

 

blog@daus.com.br

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