Angela Gomes
 
 
 

terça-feira, fevereiro 27, 2007

design?!



“La originalidad es volver al origen.”
Antoni Gaudi
De onde vem a criatividade? dos sentidos? da necessidade? da arte? da natureza? do que faz sentido?

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domingo, fevereiro 25, 2007

mar



no verão ...

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sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Minas ...


por Romulo Gastmann
Olá pessoas!
Vcs nao sabem, ou sabem (rs), como BH é bonito, e Oro Preto?
Caraca!!!
Mto bom... Coisas q a gent vê nos livros eu pude tocar...
Minha consciência mudou!
(...) Na boa, nao consigo entender o pq do mineiro ir pro ES, só se for só e unicamente a Praia... Pq de resto: QRO MUDAR PRA CÁ!!!!!!
(Fiquei em dúvida se vc nasceu no ES. Tanto faz, o que importa é que vibrou com outras cidades ... Ah! Bh tem muitas histórias, vc acredita que existe até o http://www.museuclubedaesquina.org.br/). E mais, o Circuito Cultural da Praça da Liberdade http://www.vitruvius.com.br/minhacidade/mc173/mc173.asp , mas sinto falta da linha do horizonte, do mar ...)
Sobre o Circuito Cultural da Praça da Liberdade:
Fonte: Hoje em Dia
02/01/2007

O Circuito prevê a implantação de diversas atividades nos prédios históricos do local. Na primeira fase, os edifícios, antes ocupados por secretarias de Estado e já parcialmente esvaziados, seriam transformados em espaços culturais, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e a iniciativa privada. Na segunda, o circuito seria ampliado, com a transformação se estendendo às construções históricas da Avenida João Pinheiro.O projeto do Circuito Cultural foi idealizado por uma comissão de especialistas, entre eles Paulo Mendes Rocha, que junto com Oscar Niemeyer forma a dupla de brasileiros que já recebeu o prêmio Pritzker. Ele é o responsável pelo projeto do Centro de Indústria Artes e Comércio (Ciac), que ocupará o prédio antes usado pela Secretaria de Educação. Além do Ciac, a primeira fase do circuito já conta com o Espaço Cultural Vale do Rio Doce - antiga Secretaria da Fazenda -, que vai abrigar iniciativas ligadas à arte e à educação; com o Centro Cultural Banco do Brasil - Secretaria de Segurança, que contará com cinema, espaço para espetáculos de música, dança e espaço de convivência; e com o Espaço TIM/UFMG - prédio que abrigava parte da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) -, que terá foco na divulgação de ciência e tecnologia, incluindo um planetário.
Os três empreendimentos, realizados em parceria entre Estado e empresas - ou Parcerias Público-Privado (PPP) - já estão em andamento. Além deles, o prédio conhecido como Rainha da Sucata voltará a ter sua função original: centro de apoio ao turista.

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Janela - Paraty

Por Emannuelle Cosme
Sessão Janela desse blog - "Espaço para publicar imagens vistas da sua janela, fixa ou itinerante. Sua casa, seu local de trabalho, seu local de viagem, a janela da casa do vizinho, de amigos, etc. O que você vê da sua janela? Pessoas em rede, cidades diversas, possibilidades ... arte, tecnologia, arquitetura, música, ciência, design, meio ambiente ... "

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Filhos

Pensando na vida... Tomando decisões... Nessa idade todo mundo começa a falar de posses, casamento, filhos, principalmente filhos. Multiplicam-se os filhos de amigos. Deve ser o caminho natural das coisas...
Não nesses tempos. Ninguém tem mais essa obrigação, existe a pressão é claro, mas não a obrigação. Eu por que tenho muitos irmãos terei muitos sobrinhos, a pressão reduz, posso ser tia, tia-avó... Será que posso ser tia, só? Pessoal demais esse assunto, não é?
Pois é, até achei que fosse. O caso é que na última semana li algumas matérias, vi reportagens na TV e boa parte delas, numa escala que me chamou a atenção, falava do “excesso” de gente no mundo. Assim, comecei a me perguntar se esse seria um assunto coletivo ou pessoal, se deveria decidir pela coletividade ou pelo instinto materno (papo estranho esse negócio de instinto!).

Na revista piauí uma reportagem sobre Lagos na Nigéria mostra 15 milhões de habitantes vivendo em condições talvez piores do que da Idade Média (comparações subjetivas minhas), o jornalista os define como supérfluos e descreve:

A Terceira Ponte Continental é uma faixa recurvada de concreto que liga a ilha de Lagos ao continente africano. Foi construída na década de 1970, como parte de uma vasta rede de pontes, trevos e vias expressas que visavam transformar a cidade nigeriana – então com 3 milhões de habitantes – em uma metrópole moderna e eficiente. A ponte serpenteia sobre pilares imersos na lagoa de Lagos e atravessa uma favela flutuante: milhares de casas de madeira empoleiradas sobre palafitas, apenas alguns metros acima dos seus próprios dejetos flutuantes, com tetos metálicos cor de ferrugem conectados pelo nevoeiro produzido por milhares de fornos a lenha. Pescadores remam suas canoas numa água negra e viscosa como uma poça de óleo.

Na mesma reportagem o jornalista coloca a visão de alguns “intelectuais ocidentais”:

Lagos não representa “uma situação de atraso”, declarou (Rem) Koolhaas, e sim “um prenúncio do futuro”.

Stewart Brand, estrategista de negócios baseado em Mann, na Califórnia, vai ainda mais longe. “As cidades clandestinas são vibrantes”, ele escreve num artigo recente sobre as megacidades. “Cada rua estreita é um longo mercado fervilhante.”

Ele rebate:

Como um retrato do futuro urbano, Lagos só é fascinante se você tiver condições de deixá-la.

Ver beleza e potência na pobreza é coisa já bastante antiga. No Brasil Lê Corbusier, pintou as favelas cariocas, assim como fez Tarsila do Amaral. Visões que talvez escondam o real problema das diferenças sociais e dos “supérfluos” que a nossa sociedade produz.
Negri e Hardt nos livros Império e Multidão exaltam o poder das multidões, assim como Deleuze e Guattari o fazem com os rizomas, os poderes menores nos Platôs. Também concordo com a fuga da multidão, o direito de não estar submetido a uma nação, a livre circulação, a cidadania global etc... mas aqui a discussão é outra.

Eu estava falando dos milhares.

Em outra matéria, na AU, Massimiliano Fuksas fala das cidades que devemos pensar daqui em diante.

Não acredito em urbanismo nem em arquitetura. Acredito que a cidade de 20 milhões de habitantes seja algo diferente.

O planeta tem mais de seis bilhões de habitantes, mas construímos casas como se ainda fôssemos um bilhão, em cidades trinta a cem vezes maiores que há 50 anos. Se não fizermos algo, teremos uma implosão.
As pessoas só se dão conta da megalópole quando precisam locomover-se de carro. Temos governança apenas para cidades de cem, duzentos mil, talvez um ou dois milhões de habitantes, como Paris. Mas quatro, cinco ou dez milhões é algo diferente. (...) Utilizamos ainda sistemas arcaicos como o carro – uma grande caixa com uma pessoa só e um enorme motor.

Num blog de arquitetura a respeito do aniversário de São Paulo...

Você liga a tevê de manhã no jornal e tem o Carlos Bratke falando.
Falando de como um dia olhou as casinhas e as favelas da Marginal Pinheiros e enxergou uma oportunidade.
Depois Nestor Goulart, falando sobre...
Onze milhões de pessoas. O dobro do Rio. Quase três Belos Horizontes. Calma, isso é só a cidade: se contar a região metropolitana são vinte milhões. Com uma malha pífia de metrôs. Com índices altíssimos ainda que decrescentes, de violência. Eppur si muove. Com dificuldade. Mas se move. Mas o problema do Doutor Nestor é que as famílias não saem mais para passear no centro como antigamente. Reparem: habilitar o centro para 20 milhões de pessoas, eis a solução pra São Paulo.


Para completar o quadro um jornalzinho capixaba estampa na capa “Acredite: É proibido morrer em Vila Velha” , o jornal se referia aos cemitérios lotados no município. A escala é outra, tudo bem, mas é um problema para solucionar. Assim como são os aterros sanitários do Rio de Janeiro e São Paulo. Lotados. E aí?

E a China? Quantos? “Onde vive um em cada cinco habitantes do planeta.” Em Xangai são 18 milhões.
Em reportagem na TV:
Hoje existem no país 15 milhões de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza. A previsão, segundo dados oficiais, é que nos próximos cinco anos sejam 37 milhões.
A falta de espaço é outro problema grave: existe uma lei que proíbe lavar e secar roupa nas ruas, mas quase ninguém obedece. A falta de espaço também não permite que os chineses criem em casa animais como gatos ou cachorros. O animal de estimação mais comum na China é passarinho. Pelo menos dez milhões de chineses têm um ou mais passarinhos.

Números! Números, com tanta gente, gente vira número. Outra opção?
Aguarda-se uma crise demográfica na China, um relatório desses prevê para 2030. O número de idosos será o dobro do de crianças e a população de cerca de 1,5 bilhão (fico tentada em escrever milhão).
Considere alguns milhões em erros estatísticos e dá tudo no mesmo.

Portugal esses dias aprovou o aborto. Evitar problemas? Decisão pessoal?

Dia desses, num bar, me lembrei dos futuristas italianos (Ok! To fazendo uma miscelânica aqui – mas com tanta gente falando ao mesmo tempo!!).
Diziam que cada nação deveria se submeter a uma ducha de sangue a cada dez anos (leia-se guerra). Marinetti e seus companheiros deviam estar prevendo a lotação do mundo. Acho até que previam o aquecimento global, queriam cidades supensas. Não, não estou fazendo apologia à guerra nenhuma. Sem guerras. Sem mortes. Alguma solução? Talvez parar de ver TV, ler jornal e relatórios da ONU.
Tudo catastrófico demais?

Na Índia 1 bilhão.

E a gente vive mais, vive muito! Mais gente! Inativo é o nome que se dá para gente que vive muito.
Antigamente não era assim...
Ultimamente ando com a fixação de olhar os anos vividos de poetas, filósofos, cientistas... exemplos rápidos e aleatórios: Walter Benjamim – 48 (tá, ele se matou, não conta) , Castro Alves - 24 , Nietzche – 56 ( viveu bastante), Baudelaire - 46, Flaubert – 59, Oscar Wilde – 46, Euclides da Cunha - 43... hoje vivemos muito mais...
É verdade que o Oscar Niemeyer existe e tem 99 anos? Tudo bem, uma exceção... Parece que não. Um avô de um amigo fez 80 anos, a sua maior angústia é a incompatibilidade entre o remédio de pressão e o estimulante. Nunca imaginei!! Por isso mesmo no site de comemoração dos 100 anos de Niemeyer está escrito na primeira página:

Ah, como é mágico ver surgir na folha branca de papel um palácio, um museu, uma bela figura de mulher! Como as desejo e gosto de desenhá-las! Como as sinto nas curvas da minha arquitetura!

Ai!Ai!

Então isso tudo me faz pensar na possibilidade ou não de ter filhos, tenho três irmãos, acho uma sacanagem não ter irmãos, na China se fala numa geração de filhos únicos, 80 milhões (mais números!).

Talvez hoje não ter filhos signifique proteger o filho não tido e oferecer uma melhor condição de vida aos que vierem.
Uma moral da estória: Planejar filhos está se tornando uma questão de interesse coletivo, assim como tantas outras questões que com o número crescente de habitantes no mundo deverão deixar de ser direitos privados.

Existe uma possibilidade ainda mais desanimadora: que o mundo não sinta o peso do fracasso de Lagos. O fato mais perturbador sobre os catadores e camelôs de Lagos é que a vida deles não tem praticamente nada a ver com a nossa. Eles vivem de restos. Eles são, na linguagem áspera da globalização, supérfluos.

Revista piauí número 5 - também a imagem
Revista AU número 154
www.architecture.blogger.com.br/
www.100anososcarniemeyer.com/

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quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Quem tem fama...


Num jornal de circulação gratuita no Reino Unido...

There is only thing Brazilians treat as seriously as football – carnival time.
And when it comes to the annual samba contest in Rio de Janeiro, one group is the undisputed champions.
Beija Flor, meaning hummingbird, has come top again this year – its tenth carnival championship win.
The group wowed a huge crowd with a show celebrating Brazil's African roots.


"Existe só uma coisa que os brasileiros levam tão a sério quanto futebol - carnaval."

It featured a giant gilded hummingbird, leaping impalas and dancers in elephant and giraffe suits.

It earned 399.3 points out of 400 from the panel of 40 judges, who consider everything from music, lyrics and crowd response to how smoothly each group travels the length of the 700m Sambadromo stadium.

The festivities in Rio are as competitive as any soccer match, with samba groups putting on lavish 80-minute shows costing up to £500,000.

Beija Flor director Laila said: 'As soon as one carnival finishes we start working on the next.'

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quarta-feira, fevereiro 21, 2007

lâmpadas



Austrália vai proibir o uso de lâmpadas incandescentes
Fonte: www.estadao.com.br/ciencia/noticias/
O governo australiano anunciou um plano para tirar de circulação as lâmpadas incandescentes e substituí-las por Lâmpadas fluorescentes compactas, mais econômicas. Segundo o ministro australiano do Meio Ambiente, Malcolm Turnbull, o plano é o primeiro do mundo nesse sentido. Na verdade, porém, Cuba e Venezuela já contam com programas semelhantes.
Leis para restringir o uso de lâmpadas incandescentes poderão reduzir as emissões australianas de gases do efeito estufa em 4 milhões de toneladas até 2012, e cortar as contas domésticas de eletricidade em até 66%, afirma Turnbull. (...) De acordo com o plano australiano, lâmpadas que não cumpram metas de economia de energia serão proibidas no mercado. Isenções podem ser concedidas para fins específicos, como a iluminação médica. As lâmpadas fluorescentes são mais caras, mas geram o mesmo grau de iluminação que as incandescentes com apenas 20% da energia.
Ambientalistas saudaram o plano, mas disseram que a iniciativa representa uma gota no oceano.

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segunda-feira, fevereiro 19, 2007

seios-bola




“Seio turbinado vira acesssório das fantasias”
No Sambódromo o peito turbinado (ou seios-bola) é uma espécie de pré-requisito, como se fizesse parte da fantasia.
Folha de SP - Cotidiano

Não consigo esquecer que elegeram Clodovil, Frank Aguiar, Collor, Maluf, etc ... E daí, se o assunto é carnaval?!
Hoje assisti ao resumo dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, a primeira parte do “Carnaval Espetáculo”. Que o carnaval no sambódromo não é um espaço democrático (assim como as praias, que também são loteadas) já sabíamos ... mas ainda assim fico impressionada com a superprodução dos carros alegóricos, com a quantidade de gente envolvida, com o malabarismo e o esforço de milhares de anônimos para aquela "fuzarca" funcionar. (ok. ok. não é bem uma fuzarca, é quase uma indústria ...) Mas, caramba !!! De onde vem toda aquela força, aquela mobilização? Por que isso não é usado de forma coletiva durante o ano para melhorar um monte de situações do nosso dia-a-dia? Vejo diversas imagens do país, um monte de gente feliz nas ruas, um show. Pelo menos na TV... A criatividade do carnaval é dez, realmente emociona ... mas precisava ficar o restante do ano na fantasia? ... aí os chargistas deitam e rolam.

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sábado, fevereiro 17, 2007

Valdrada

Pense em qualquer coisa, escreva no Google, achou, não achou? Pensando nisso me lembrei de uma das cidades do Ítalo Calvino... Apresento-lhes Valdrada...


"Os antigos construíram Valdrada à beira de um lago com casas repletas de varandas sobrepostas e com ruas suspensas sobre a água desembocando em parapeitos balaustrados. Deste modo, o viajante ao chegar depara-se com duas cidades: uma perpendicular sobre o lago e a outra refletida de cabeça para baixo. Nada existe e nada acontece na primeira Valdrada sem que se repita na segunda, porque a cidade foi construída de tal modo que cada um de seus pontos fosse refletido por seu espelho, e a Valdrada na água contém não somente todas as acanaladuras e relevos das fachadas que se elevam sobre o lago mas também o interior das salas com os tetos e os pavimentos, a perspectiva dos corredores, os espelhos dos armários.

Os habitantes de Valdrada sabem que todos os seus atos são simultaneamente aquele ato e a sua imagem especular, que possui a especial dignidade das imagens, e essa consciência impede-os de abandonar-se ao acaso e ao esquecimento mesmo que por um único instante. Quando os amantes com os corpos nus rolam pele contra pele à procura da posição mais prazerosa ou quando os assassinos enfiam a faca nas veias escuras do pescoço e quanto mais a lâmina desliza entre os tendões mais o sangue escorre, o que importa não é tanto o acasalamento ou o degolamento mas o acasalamento e o degolamento de suas imagens límpidas e frias no espelho "


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sexta-feira, fevereiro 16, 2007



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terça-feira, fevereiro 13, 2007

Momento Gótico

Infelizmente dias atrás uma pessoa próxima faleceu e eu fui ao indesejado evento dar uma força aos familiares.
Dia de enterro me é um dia atípico e tudo o que envolve acaba sendo um bocado estranho.
Escolher a roupa foi um grande problema. Uma calça jeans comum até que foi fácil, mas a escolher com que camisa ir e a cor me rendeu uns bons minutos antes de sair.
No trajeto, o trânsito e a demora em chegar me fizeram pensar no fato destes novos cemitérios privados serem tão distantes dos centros urbanos me confirmando a sensação que já tenho de que a cidade contemporânea procura deslocar os indesejáveis como a violência, a pobreza e a morte das regiões de maior importância econômica.
De forma análoga, me lembro das aulas de História da Arte sobre civilização egípcia, que possuía uma cidade para vivos e outra para mortos, conhecida como “Cidade dos Mortos” ou “Vale do Reis”. O interessante é que dias atrás li uma reportagem que dizia que o problema da habitação neste país nos dias de hoje chega ao extremo em que às tumbas da Cidade dos Mortos, que são de dimensões maiores que as nossas, estão sendo usadas como moradia pela população de periferia. De fato acho que não chegaremos a esse ponto. A periferia já ocupa os cemitérios mas de outra forma.
Bom... Mas chegando ao destino, procurei dar minha atenção aos amigos e familiares, mas, no entanto não pude deixar de reparar também no espaço, nas pessoas e nas situações inusitadas daquele momento.
Uma primeira coisa que me chamou a atenção foi à forma limpa e reducionista no tratamento do espaço, do paisagismo, das cores, dos jazigos e de suas inscrições.
As pessoas, com exceção dos familiares, me chamavam a atenção por parecerem de certa forma não viver o momento no seu todo. Pareciam procurar outras coisas para fazer como comer, fumar, tomar uma água e até quem diria, chupar picolé.
Juntando a inquietude das pessoas com o calor infernal, o que mais se via eram pessoas chupando picolé, que na sua variedade de cores, de longe se remetiam à tristeza dos funerais que existem em minha memória.
Deste dia atípico, o que talvez tenha mais me lembrado a morte foi o tempo de trajeto de minha casa até o cemitério que (com trocadilho) levou uma vida para se chegar.

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recebi a imagem da Margarida Cuzzuoll, mas o autor é desconhecido ...

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domingo, fevereiro 11, 2007

Plano Piloto

http://www.casadeluciocosta.org

Aos arquitetos de plantão, vale conferir o cardeno Mais! de hoje. A Folha de SP publicou croquis feitos por Lúcio Costa para o concurso de Brasília, quando voltava de Nova York de navio, em 1956. Além disso, consta uma análise sobre as "utopias de prancheta" e a "cidade atual". O Plano completa 50 anos no começo de março.

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quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Tudo pelo turismo!



A vila de Tracuateua, que fica distante 169 km de Belém, pertenceu ao município de Bragança, Pará, até a sua emancipação, em 1994, quando passou a ser um município. Nunca estive lá. Dizem que durante a construção da ferrovia Belém-Bragança, em 1908, foi encontrada uma enorme quantidade de formigas. Tracuá (formiga) + Teua (lugar) = Terra de formiga. Até aí, nenhuma novidade, pelo menos para mim, que tenho uma parte da família que veio de lá e ouço isso até hoje ...
Agora surgiu um papo que entrelaça a história da cidade à vida de Fidel Castro. Moradores antigos e um historiador citam o assunto. "Uma vez no poder, Fidel teria despachado Ernesto Che Guevara ao Pará com o objetivo de apagar os vestígios de sua origem brasileira - sabe-se lá por quê "... verdade ou lenda alguns já pretendem mudar o nome da cidade para Fidelândia, Nova Fidel ou Fidelópolis tudo para impulsionar o turismo local. Faz sentido?! Também não conheço a realidade de Cuba, mas sei que Fidel ficou 47 anos no poder e as formigas são boas operárias ...

fonte: google, Época, gov.do Pará, etc

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quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Ainda Dubai ..."The World"

Click na imagem para ver o vídeo.
É real! Arrepia cada vez que o narrador fala "The World"
Já estão construindo um novo mundo, não se preocupe com o aquecimento global.
Pra quem ficou curioso com esse lugar, vá ao YouTube e digite Dubai.

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supermercado imobiliário




As imagens foram feitas no mesmo dia, ao final da tarde de segunda-feira. Era um arco-íris de um lado e a demolição da colônia de férias do SESI do outro. O prédio, um dos últimos com poucos pavimentos, situado na orla da Praia da Costa-ES, tinha uma escala proporcional ao entorno. Foi construído na década de 50 (antigo Hotel Tabajara), antes de ser adquirido pelo Sesi. Era uma boa referência para a cidade. Até agora não entendi o que aconteceu. Qual o motivo da demolição de um espaço reformado recentemente, que sequer foi utilizado e ainda consta no website do SESI como colônia de férias. Talvez o arco-íris seja uma pista. O pote de ouro não está no mar, mas nos classificados: vendo a vista para o mar.


"SESI: a marca da responsabilidade social"
fonte: http://www.sesi.org.br/
O Serviço Social da Indústria (SESI) promove a qualidade de vida do trabalhador. Seu objetivo é estimular o crescimento sustentável do país com ações e serviços nas áreas de saúde, segurança no trabalho e meio ambiente; esporte, lazer, cultura e educação básica; estimulando a gestão socialmente responsável da empresa industrial (...)
Colônia de Férias Theodoro Pereira
Em reforma para melhor atendê-lo. Informações:
E-mail: marketing@findes.org.br
Tels: (27) 3329-1845 /1925
DDG 0800.393060

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terça-feira, fevereiro 06, 2007

Falando em Megalomanias...

Dubai...

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A torre mais alta do mundo!


Vista da construção que será a mais alta do mundo. Terá 101 pavimentos, 492 m, 1,614 ft. Nome oficial: Shanghai World Financial Center. A foto acima foi tirada a partir do 75º pavimento... números, números!
As notícias se contradizem...essa aí debaixo parece ser um pouquinho maior....quem se importa?


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domingo, fevereiro 04, 2007

Estádio do Corinthias




Imagens do projeto do Estádio do Corinthias... do Google Earth deverá ficar bom... o nome do arquitetoe é Hilário...ooops!!!


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Pequena Selva...

Assuntos se misturam, aquecimento global...a borboleta bate as asas e muda rumos de lugares distantes e aparentemente desconexos... selva...babel... apagam-se as luzes da Torre Eiffel...
Em Londres um serviço chamado Terminator, cobra uma taxa em troca de mandar um emissário à casa da pessoa que não tem coragem de terminar o relacionamento (não vou citar o site divulgado pelo jornal, não quero a culpa do fim).
Na Vila Rubim...pequena selva...
Confuso? Yo no compreendo también!

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ONU e mudanças climáticas





Ao observar a quantidade de lixo na areia da praia, que antes ela sequer percebia, uma mulher perguntou ao marido: será que estou virando uma greenpsycha?
A palavra é plágio (ouvi nas férias) mas é perfeita para falar sobre o relatório do painel de cientistas da ONU – IPCC, que comprovou que o aquecimento global é causado por atividades humanas, conferindo um carimbo político e acadêmico (ou acadêmico e político) ao assunto.
Somos todos responsáveis. E daí? uma das respostas é que empresas e governos precisam mudar suas políticas em relação ao desenvolvimento econômico e preservação ambiental (não somente nos relatórios anuais e planos estratégicos, mas com ações concretas).
De fato, talvez seja necessário uma dose adicional de greenpsychos, com capacidade de transitar (e agir) entre o global e o local ...

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sexta-feira, fevereiro 02, 2007

O mais profundo é a pele
Paul Valéry

Fiquei surpresa quando abri uma revista na sala de espera de um consultório e dei de cara com a Lúcia Santaella. O que ela estava fazendo ali, na revista passa-tempo? (barriga chapada, dietas mágicas, celulite, alimentação e por aí vai) Era uma entrevista. Ela rapidamente dissecou a relação homem x máquina, abordando as transformações da chamada revolução digital, cultural, estética, psíquica, etc. Sinto informar que a citação do Paul Valéry veio de lá ... no fundo a editora queria
apenas saber se a máquina resolveria uma questão crucial nos relacionamentos das leitoras: o contato físico. Um dos motivos para manter a revista.

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quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Ser ou não ser ? Já é...

Se a Lei de Talião passasse a valer a partir de hoje, o enigma se quem surgiu primeiro foi o ovo ou a galinha estaria respondido. Seria a galinha. Ela se tornaria o que é, ou seja, um animal sem dentes depois de nascer.
Na teoria criacionista o surgimento de novas espécies se justifica pela intervenção direta e divina de uma entidade fantasma superior que faz a espécie surgir no ambiente do nada como se fosse um desenho que irá aparecer no próximo quadro em uma página de gibi.
Na teoria da evolução os animais evoluem de acordo com mutações biológicas no meio-ambiente ou durante a concepção.
Mas e se tudo isto que é tido como certo estivesse mudando? Se o Fantasma parasse de agir e o mecanismo de mutação biológica ficasse lento demais?
Estamos vivendo uma época de crise em igrejas e universidades. Crise no credo e na ciência. Surge uma nova ordem monstrenga do tamanho do planeta que passa por cima de tudo e de todos e que precisa ser domada urgentemente. O problema é por quem. A nova ordem que nasce é um bicho que não tem nome, nem forma, é ainda influenciado por tudo e por todos e pela tal Lei de Mercado, que ao meu ver poderia ser uma palavra só: ALEIDEMERCADO.
O Bicho que surge, nasce aqui nos países emergentes e é filho dessa tal Aleidemercado com o Aleidetalião, ou seja, é muito mais cruel.
Ele faz pessoas colocarem peitos, tirarem costelas, recuperarem virgindades, aumentarem o pênis, crescerem cânceres e arrancarem braços em pleno alto mar.
Ele é o senhor da loucura e da gênesis mutante.
Ele faz a galinha surgir em plena vida. Nascer com dentes e tirá-los por uma questão estética ou ser desdentada pelo acaso.
Esse bicho ta a solta aí, em todos os lugares ao mesmo tempo e em movimento constante e não é favor da paz nem da preservação ambiental. Ele não é criação divina nem evolução da espécie. Ele colocou seu próprio ovo e nasceu dele. Se correr ele pega,se ficar ele come.
A questão não é mais em “Ser” ou “Não ser”. Já é.

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